domingo, 6 de outubro de 2013

Borboleta

Na ponta dos dedos dos pés subiu em cima da privada fechada. As pequenas prateleiras instaladas próximas ao cano d'água abrigavam toda espécie de caixas de passado e coisas que não sabia como ordenar no cotidiano, como enfeites de Natal. Ali encontraria os verbos fortes conjugados quando quis ferir naquele noite. Na caixa de ferramentas avistou o que buscava. No cano do chuveiro, o nó que levou tempos para aprender. Soltou os pés. Voou. 

3 comentários:

  1. Putz, tétrico, hein? Se o título fosse "a forca" seria explícito demais - ótimo título que escolheste para o poema!

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