Fiz um grande amigo nesse ano. O meu colega Beto Albuquerque. Tem uma luz e uma força rara. Uma energia que não se esgota. Aprendi, primeiro, a respeitá-lo. Pela lealdade. Depois, aos poucos, vi um homem público de muito valor. Desses raros... Feliz aniversário Beto! Que seja um ano de muita luz. E saúde.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Crianças do meu coração
Nina, filha mimosa do Beto Albuquerque e da Dani, grandes amigos. Ele, o aniversariante do dia. Essa fofa também é irmã do Pietro, um pequeno gigante herói. Não desses de quadrinhos. Desses da vida real.Isso é pelo amor que sinto por essas duas fofas e também para brigar com os pais (chatos) do Dudu e do Téo (meus dois afilhadOs) que não me mandam fotos deles...
Gente necessária: amigos
GENTE
Hay gente que con solo decir una palabra
Enciende la ilusión y los rosales;
Que con solo sonreír entre los ojos
Nos invita a viajar por otras zonas,
Nos hace recorrer toda la magia.
Hay gente que con solo dar la mano
Rompe la soledad, pone la mesa,
Sirve el puchero, coloca las guirnaldas,
Que con solo empuñar una guitarra
Hace una sinfonía de entrecasa.
Hay gente que con solo abrir la boca
Llega a todos los límites del alma,
Alimenta una flor, inventa sueños,
Hace cantar el vino en las tinajas
Y se queda después,
como si nada.
Y uno se va de novio con la vida
Desterrando una muerte solitaria
Pues sabe que a la vuelta de la esquina
Hay gente que es así,
tan necesaria.
Hamlet Lima Quintana
Hay gente que con solo decir una palabra
Enciende la ilusión y los rosales;
Que con solo sonreír entre los ojos
Nos invita a viajar por otras zonas,
Nos hace recorrer toda la magia.
Hay gente que con solo dar la mano
Rompe la soledad, pone la mesa,
Sirve el puchero, coloca las guirnaldas,
Que con solo empuñar una guitarra
Hace una sinfonía de entrecasa.
Hay gente que con solo abrir la boca
Llega a todos los límites del alma,
Alimenta una flor, inventa sueños,
Hace cantar el vino en las tinajas
Y se queda después,
como si nada.
Y uno se va de novio con la vida
Desterrando una muerte solitaria
Pues sabe que a la vuelta de la esquina
Hay gente que es así,
tan necesaria.
Hamlet Lima Quintana
Hoje senti saudades. De uma paz de alguns dias atrás. Lembrei dessa poesia. Lembrei de pessoas queridas.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Eu não me salvo, nós não nos salvamos. Eles?
Benedetti e eu mesma. Ontem.
Benedetti e nós todos.
Que não podemos nos salvar.
Não podemos nos acomodar.
Não podemos permanecer imóveis.
Bendetti. Um homem. Muitas poesias.
Um só mundo. Que clama para que nós não nos salvemos.
No te salves - Mario Benedetti
No te quedes inmóvil
al borde del camino
no congeles el júbilo
no quieras con desgana
no te salves ahora
ni nunca
no te salves
no te llenes de calma
no reserves del mundo
sólo un rincón tranquilo
no dejes caer los párpados
pesados como juicios
no te quedes sin labios
no te duermas sin sueño
no te pienses sin sangre
no te juzgues sin tiempo
pero si
pese a todo
no puedes evitarlo
y congelas el júbilo
y quieres con desgana
y te salvas ahora
y te llenas de calma
y reservas del mundo
sólo un rincón tranquilo
y dejas caer los párpados
pesados como juicios
y te secas sin labios
y te duermes sin sueño
y te piensas sin sangre
y te juzgas sin tiempo
y te quedas inmóvil
al borde del camino
y te salvas
entonces
no te quedes conmigo.
Paz!!!

Não dá mais. Nunca deu. Não aguentamos mais mortos por petróleo, mortos por uma política de sangue que é americana e que, infelizmente, também é israelense.
Sugiro dois artigos postados no http://www.vermelho.org.br/ . O primeiro, se refere à guerra. O segundo, aos jornalistas que não podem cobrir essa maldita guerra.
PAZ!!! Queremos paz. Queremos respeito ao povo palestino, a todos os povos do mundo...
Previsão
Hoje, mais uma vez, percebi que a vida é idêntica à previsão do tempo dos jornais. Sempre que planejamos, sai diferente.
Viceversa -Benedetti, também
Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte.
Tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte.
Tengo urgencia de oírte
alegría de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte.
o sea,
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.
Muitas foram as coisas e as pessoas que me fizeram postar esse uruguaio fantástico nessa noite. O livro despertou lembranças, bons amigos, bons momentos, a bela cidade de Montevideo. Meus últimos dias, sozinha, por lá. Minha vida, um antigo quadro, num antigo quarto meu, com um dos seus mais belos poemas. A boa música feita com um de seus poemas revolucionários... Benedetti me lembra vida. Sobretudo, para mim, a minha.
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte.
Tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte.
Tengo urgencia de oírte
alegría de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte.
o sea,
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.
Muitas foram as coisas e as pessoas que me fizeram postar esse uruguaio fantástico nessa noite. O livro despertou lembranças, bons amigos, bons momentos, a bela cidade de Montevideo. Meus últimos dias, sozinha, por lá. Minha vida, um antigo quadro, num antigo quarto meu, com um dos seus mais belos poemas. A boa música feita com um de seus poemas revolucionários... Benedetti me lembra vida. Sobretudo, para mim, a minha.
Chau número 3 - Benedetti
Te dejo con tu vida
tu trabajo
tu gente
con tus puestas de sol
y tus amaneceres.
Sembrando tu confianza
te dejo junto al mundo
derrotando imposibles
segura sin seguro.
Te dejo frente al mar
descifrándote sola
sin mi pregunta a ciegas
sin mi respuesta rota.
Te dejo sin mis dudas
pobres y malheridas
sin mis inmadureces
sin mi veteranía.
Pero tampoco creas
a pie juntillas todo
no creas nunca creas
este falso abandono.
Estaré donde menos
lo esperes
por ejemplo
en un árbol añoso
de oscuros cabeceos.
Estaré en un lejano
horizonte sin horas
en la huella del tacto
en tu sombra y mi sombra.
Estaré repartido
en cuatro o cinco pibes
de esos que vos mirás
y enseguida te siguen.
Y ojalá pueda estar
de tu sueño en la red
esperando tus ojos
y mirándote.
tu trabajo
tu gente
con tus puestas de sol
y tus amaneceres.
Sembrando tu confianza
te dejo junto al mundo
derrotando imposibles
segura sin seguro.
Te dejo frente al mar
descifrándote sola
sin mi pregunta a ciegas
sin mi respuesta rota.
Te dejo sin mis dudas
pobres y malheridas
sin mis inmadureces
sin mi veteranía.
Pero tampoco creas
a pie juntillas todo
no creas nunca creas
este falso abandono.
Estaré donde menos
lo esperes
por ejemplo
en un árbol añoso
de oscuros cabeceos.
Estaré en un lejano
horizonte sin horas
en la huella del tacto
en tu sombra y mi sombra.
Estaré repartido
en cuatro o cinco pibes
de esos que vos mirás
y enseguida te siguen.
Y ojalá pueda estar
de tu sueño en la red
esperando tus ojos
y mirándote.
domingo, 4 de janeiro de 2009
A trégua
Terminei meu primeiro livro do ano. Li "A trégua", de Mario Benedetti, maravilhoso escritor uruguaio. Sempre amei a poesia dele, mas foi o primeiro romance que li. Um diário de um homem de 49 anos. Sugiro. Aliás, acostumem-se, apenas chego ao final de livros que gosto. Os que não me agradam... desisto!
É um romance simples. Um homem, quase chegando aos dias de sua aposentadoria, viúvo, com três filhos. Uma paixão. Ou seria um amor? A rotina de todos nós, com medos, angústias, doses de felicidade inferiores às desejadas, um amor. "Às vezes, o amor é uma trégua na vida", como afirma, corretamente, a contracapa da obra.
Por onde andei...

Como meu amigo Emanuel sentiu falta, vou contar: estive em Paraty. Nunca havia estado naquela cidade histórica, carregada de pequenas e antigas igrejas, casas multicoloridas, pequenas ilhas (rodeadas de mar.. hehe). Um mar verde, transparente. Estive na casa de um amigo. Fiquei três dias sem contato com o meu celular. Um sonho!!! Poucas vezes, nos últimos dez anos, me dei ao direito de dias descanso. Estava precisando. Minha cabeça é outra, meu pensamento. Minha vontade de trabalhar... de lutar.
Recordei de Nando Reis. Ele canta: "a gente que enfrenta o mal, quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor". Não sei se dá para resumir entre o bem contra o mal, mas que estou melhor... ah! isso estou.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Diálogo para o bem dos livros
Eu confesso. Sou compulsiva por livros. Minha sorte (maior que o juízo) é que nunca tenho tempo para namorá-los, nas livrarias da vida...
Hoje me deparei com uma briografia linda do Gilberto Freyre. A agarrei nas mãos e folhei até sua última página. Não havia preço. Me dirigi até o balcão. Perguntei quanto custava aquela obra maravilhosa. "Oitenta reais", ele respondeu. "É uma fortuna", pensei. "Está detonadinho o livro", ele afirmou. "É o último", disse eu, pensando que se não o comprasse, não o teria mais. "É o filho único, por isso tenho que te fazer um desconto. Ninguém compra livros assim, velhos", disse o amado, querido, ídolo, maravilhoso vendedor. Ele fez 30% de desconto. Comprei.
Minha participação no diálogo foi mal interpretada por ele. Eu nem vi o tal do "detonadinho" mas saí com a sensação de que em uns vinte dias vou saber mais sobre o mestre do povo brasileiro.
Emanuel, por onde andas?
Dias bons
Esses dias longe do trabalho (segunda já estou de volta ao trabalho e a Porto Alegre) permitiram muitas boas reflexões. Ontem conversei por quase uma hora no telefone com umas das minhas irmãs (já havia passado o natal com duas delas e o ano-novo com a outra e meu irmãozinho). A loucura da minha vida, das nossas vidas, nos faz esquecer das brincadeiras de criança, das brigas familiares, da roda de cinco crianças sentadas em torno do violão de minha mãe.
Li, uma vez, que as boas sensações ficam registradas no cérebro. É por isso, entendi eu, que quando sentimos um cheiro ele nos remete a alguém; quando comemos um doce, ele nos leva até a casa do interior, por exemplo. Ontem, ao conversar com a Mari, fui até nossas casas no interior. Quando fazíamos panelinhas entre os irmãos (2 x 3) e eu aprendi a nunca ficar sozinha. Quando criávamos galinhas, cachorros. Éramos crianças. E felizes. Apenas felizes, sem problemas.
Que 2009 possa ser também um ano de lembranças. Com cheiros, comidas, amigos, irmãos... Um ano de boas lembranças.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Um ano de muita luz
Pensei muito nesses dias que passei em silêncio absoluto ou com breves anotações. Fiz minha lista de metas ou promessas para 2009. O que desejar para um mundo que vira o ano com mais mortos no eterno conflito do Oriente Médio? O que desejar para meus amigos? Os que estiveram comigo em tantas horas duras, compartilharam tantas alegrias? E minha família, tão amiga mesmo com a minha habitual e permanente ausência? E o nosso povo que nunca me furta de sua generosidade?
Eu tive um grande 2008. Bah... Será possível outro ano com tanto aprendizado? Tropecei muito, é verdade. Mas não faltaram mãos, braços, abraços para me ajudar. Para me fazer sorrir. Ganhei novos amigos. Leais. Camaradas. Senti saudades dos que não estavam comigo. Dos que não estavam mais comigo. Mas aprendi, também, que só sentimos a falta do que nos é caro. E perder... Bom, perder nunca é bom. Um amigo, uma morte, uma eleição. Perder sempre nos dói. E se dói... É porque alimentamos sonhos de encontros com o amigo, de cafés com a falecida avó, de ajudar a melhorar a vida das pessoas.
Em 2008 aprendi a falar mais o que vem de dentro. Ainda mais. E a ouvir mais. Gosto tanto de ter dois ouvidos e uma boca. E um grande coração. Para minha felicidade, meu coração segue batendo, forte.
Concluí que só posso desejar paz e saúde para todos, em todos os cantos do mundo. Desejar amor, porque amar nos torna vivos. Desejar indignação para continuar lutando, desejar tranquilidade para a boa luta. Tenho que desejar trabalho. Por que? Porque sei o valor disso na vida do nosso povo, de cada um de vocês. Desejar amigos, para todos termos nossos ombros largos para chorar. E para rir. Desejo gargalhadas gostosas, bons livros, bom filmes, boa música. Desejo encontros. E desencontros emocionantes, com lágrimas. Porque elas lavam a alma. Desejo esperança, luz. Para que a gente siga a vida em 2009 com mais paixão, mais força, mais energia, mais alegria, mais amigos, mais camaradas, mais lutas. Aí, em 2010, viveremos num mundo um pouquinho melhor.
FELIZ, MUITO FELIZ, 2009.
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