domingo, 25 de outubro de 2009

Orgulho

Ontem pela noite fui ao show do Rafinha Bastos, chamado "A arte do insulto". Salvou meu final de semana! Passei (e aindo estou passando) três dias em reunião discutindo o Congresso do PCdoB, nosso novo programa de desenvolvimento do país, a nova direção nacional. Ótimo. Mas cansa. Então, ontem fui rir. Ri mais do que achei que riria. Muuuuito mais. É engraçado, inteligente, ele está ótimo.
Então por que se chama orgulho o nome do post? Porque é bom ver um gaúcho dar certo. É bom ver alguém vencer a pele invísel que perpetua os paulistas e cariocas como únicos produtores de cultura do Brasil. E não é bairrismo. É apenas vontade de ver o Brasil ser Brasil. E o Brasil não é apenas SP e RJ.
Parabéns Rafinha, parabéns para esse colorado que faz tanta gente rir, num mundo em que todos temos tantos problemas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dica de leitura

Eu já havia fechado o computador e estava me preparando para descansar. Mas quero escrever sobre essa sensível obra agora, imediatamente após terminá-la. "No teu deserto", do escritor português Miguel Sousa Tavares (autor de Equador) é delicado. Não sei como descrever um livro que nos faz sentir cheios de amor, cheios de sentimento, cheios de vida.
"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares demais, já não escreves, porque não te resta nada a dizer", diz, sabiamente, o jornalista que vai ao deserto.



Que loucura!!!

Gente, eu fico impressionada com a criatividade das pessoas. Escrevi um texto sobre uma pessoa querida que eu queria ajudar. Recebi respostas, textos sobre o assunto, meu pai ligou pensando se tratar de uma das minhas irmãs, minha irmã ficou na dúvida se era para ela, a outra teve certeza de que era para meu namorado... Uau! galera... não era para nenhum de vocês. Era para alguém que como eu já disse, não quer ouvir e nem ver soluções de vida para a vida!

Da série piada pronta

Estava eu sentada em frente a um médico. Após examinar, perguntar, vasculhar a minha vida, ele me olha e afirma: "A senhora deve ser uma deputada muito competente, né?". Eu, envergonhada, respondo: não doutor, nada demais, normal. Ele segue: "A senhora deve estar trabalhando demais para o povo, não é mesmo? Porque para chegar aqui caminhando, com essa falta de comida, horas de sono e de exercício físico, a sra só pode estar aqui porque Deus está gostando de seu trabalho."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Música para acalmar

Ontem, enquanto a sessão durava até quase duas da manhã, me lembrei daquela velha tese de que a vida poderia ter trilha sonora. Já pensaram que maravilha?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sem solução

Queria falar sobre o previsível arquivamento do impeachment de Yeda. Mas faço outra hora... Eu apenas queria desabafar: como ajudar alguem que gostamos muito, que guardamos carinho no fundo do peito, que esta sofrendo muito mas que não quer a nossa ajuda? Nem quer ouvir, nem sequer ver? E... A amizade de verdade não acaba com as brigas. Hoje tive certeza disso.

Dia bem bom

Ontem tive um dia daqueles que eu gosto. Fiz um debate na Escola inácio Montanha. Fui muito legal ver a galera discutindo participacao. Almocei com o pessoal do Sindifisco, debatendo a lei de transações, tema bem complexo. A tarde conversei com dois movimentos ótimos aos quais pretendo auxiliar com emendas ao orçamento: o grupo de teatro Terreira da tribo (que esta construindo seu teatro próprio) e a Galera do software livre, estão construindo um projeto dez! Depois, panfleteamos na Esquina democrática e ainda passei no Gasometro, na Conferencia de cultura.
Para encerrar a noite jantei com a galera da UJS e pude rir muito, com uma nova geração de jovens militantes!
Ufa... Agora estou indo para Brasilia, tinha médico mais cedo! Beijos
PS. Estou no celular, desculpem erros!

domingo, 18 de outubro de 2009

Para sempre

Senti saudade de uma pessoa que não voltará mais. Essa poesia sempre conforta.
Uma alegria para sempre (Quintana)

"As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer

Dia de sol

E de um trabalho muito gostoso. Adoro prestar contas do mandato aqui em Porto Alegre. É tão bom conviver com esse povo que me deu tantas coisas boas na vida. Pela manhã estive na Vila Farrapos e a tarde no Gasomêtro. Tem coisa melhor do que olhar para aquele rio lindo (tá... pode ser lago), com sol e tomando um chimarrão?

sábado, 17 de outubro de 2009

Agora em casa

Oi gente! Sei que andei sumida. Mas foi por uma boa causa. Trabalhei muito para aprovarmos o vale-cultura e deu certo. Depois girei oito cidades em 48 horas. Ouvi os pleitos das comunidades, estive com prefeitos, movimentos sociais, amigos. Agora cheguei em Porto.
Vou ficar com minhas irmãs um pouco, descansar para amanhã seguir na luta. Beijos
P.S. Estou normalizando meus escritos por aqui

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vale-cultura aprovado

Aprovamos hoje o projeto do vale-cultura. Fiquei feliz por ter sido uma das relatoras e termos garantido alguns avanços. O Governo Lula muda um paradigma com a inclusão da cultura como benefício ao trabalhador. Amanhã vou explicar todos os detalhes porque quero dormir. Foi uma vitória grande para os trabalhadores.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dica de leitura


Devorei Budapeste, do grande Chico Buarque. Raros são os livros que me impedem de ler uma nova obra em seguida para ficar refletindo. Quando li Leite Derramado, comentei que havia resistido muito a ler Chico porque morria de medo de me decepcionar. Agora cheguei a conclusão definitiva que ele é quase tão bom em romances quanto nas poesias que tranforma em músicas. Simples e profundo. Apenas posso dizer: leiam.

De como as coisas acontecem


Hoje recebi uma ligação de uma colunista política gaúcha para conferir comigo uma nota social. Queria checar se era verdade que eu ia casar. Após uma crise de riso respondi que não e perguntei se ela estava louca, qual motivo a levava a fazer essa pergunta. Eis que descubro que já está num blog de um jornal de grande circulação a notícia de meu casamento. Detalhe: não vou casar. Conto isso aqui para vocês verem como são as coisas. Evidente que a jornalista (muito querida, por sinal) não fez por maldade e assim que soube que não era verdade publicou a correção. Também é verdade que isso não tem relevância nenhuma, a não ser para mim mesma. Mas estava ali. Escrito num site de um grande jornal. Poderia ser qualquer coisa, de qualquer natureza.

Mais cultura

Hoje fiz a leitura do relatório do projeto do vale-cultura. Até chegarmos a ele tivemos muito trabalho. Várias audiências públicas, debates, discussões. Ainda hoje no plenário doze novas emendas foram apresentadas. Por isso, deixamos para votar amanhã. O projeto não é perfeito mas será um passo importante para pelo menos 14 milhões de brasileiros que ganharão R$50 por mês para o consumo de bens e serviços culturais. Ir ao teatro ou comprar um livro, por exemplo. Para mim é uma mudança de paradigma: até hoje eram direitos dos trabalhadores alimentação e transporte, ou seja, estar em condições de trabalhar. Agora a cultura passa a ser um benefício também: cidadania.
Amanhã conto quais avanços conquistamos no meu relatório. Conseguimos aumentar um pouquinho e o mais legal é que parte disso tem origem nos trabalhadores da CTB presentes na audiência pública em Canela.
P.S. Vocês acreditam que recebi um email perguntando porque não cortava o cabelo diferente porque a franja atrapalhava a visão na TV? Ah não gente! Estamos aprovando um projeto super legal e o cidadão pensa nisso... não acreditei!

De volta

Fiquei três dias longe daqui para refrescar a cabeça. Deu certo. Depois de cinco anos de mandato descobri que é preciso. Voltei com todo o gás.