sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sexta

Como ontem fui para três cantos do estado, hoje ficarei em Porto Alegre com algumas reuniões e debates. Pela tardinha visito São Leopoldo. Boa sexta e para todos aqueles que viajarão hoje pela noite, muito cuidado com as nossas estradas! Beijos

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cenas de Brasília

Estava saindo de casa, hoje pela manhã, com minha mochila (que representa a minha segunda casa), bolsa e mais uma sacola com meus sapatos para arrumar. Chamei um táxi, eles levam três minutos até meu apartamento. Chegando na recepção vejo que muitos esperam pelo carro de praça (alguém já ouviu o avô denominar o táxi assim???) incluindo um casal de argentinos (falvam espanhol e depois, ao me irritar, pensei serem hermanos argentinos) atrasados para voar. Numa tentativa de vencer as adversidades das manhãs (leia-se sono, mal-humor, TPM) cedi, gentilmente, o táxi. Minutos e minutos depois nada do táxi chamado pelos argentinos. Nada. E o relógio depondo contra mim e meu trabalho. Aqueles minutinhos que parecem voar quando a gente quer que eles andem bem devagar (é gente... os mesmos minutos que passam devagar dentro do avião ou em todas as coisas chatas que fazemos na vida!). Nisso, imagino que minha cara já estava deformada de ansiedade. Um cidadão passa e pergunta: quer carona no meu? Não entendi como ele presumia que o táxi dele chegaria antes do meu e tentei argumentar. Foi então que entendi: ele me oferecia carona de carro. Imediatamente aceitei. Nunac tinha visto o sujeito no prédio nem em nenhum outro canto qualquer. Mas não tinha como recusar uma demonstração de solidariedade dessas, principalmente em Brasília.
Ele se desculpou inúmeras vezes porque o carro estava sujo e perguntou onde eu trabalhava. Rumamos ao Congresso Nacional. Eu, ele e o carro sujo e minha mochila, minha bolsa, minha sacola de sapatos para arrumar. Foi aí que percebi que o caminho que ele me levava não ia à Câmara. Chegando (no Palácio do Planalto) vejo no horizonte o meu local de trabalho. Como ia dizer que não era ali para um ilustre desconhecido? Impossível. Cruzei as ruas com mochila, bolsa, sacola com sapatos e salto alto, entrei no Senado, ultrapassei as barreiras de seguranças e... me perdi. Um segurança caminha na minha direção e sorri: "Deputada a sra quer chegar onde?". Com as indicações do segurança em mente, cruzei a rua e cheguei à Câmara.
Uma hora depois de sair de casa, com os meus colegas me olhando levemente surpresos pelo meu estado ao pegar o elevador, percorro o enorme corredor que me separa do gabinete e vejo um conglomerado de pessoas por ali.
Chego e conto a história. Resumi, é óbvio. Poupei os meus amigos prefeitos de detalhes como a sacola de sapatos ou que o simpático cidadão havia morado em Porto Alegre. Devo admitir. Eles acharam a história muito louca para as 9 da manhã. Cenas de Brasília.

Trabalho

Trabalho,trabalho...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Somos uma família Buscapé

Dia cheio de contradições. Dia de vida.
Perdemos a mãe de uma grande amiga, de enorme coração, a mãe da querida Mara. A Mara é a pessoa que me ensinou que aquela estória de que a mão é do tamanho do coração é mentira. Porque ela tem uma mão bem pequenininha e um coração enorme.
Sempre sofro muito em velórios e enterros. Esse, em especial, guardava uma infeliz casualidade: foi a mesma capela em que minha avó foi velada.
Lá, estávamos todos nós. Colegas de trabalho que somos, irmãos que nos transformamos no PCdoB, no gabinete, nas campanhas, na vida. Debatíamos se o Régis deveria remarcar a festinha que organizou para comemorar o um aninho do Téo (filho dele e meu afilhado), logo depois do expediente. Concluímos que sim. A morte só é triste porque nos lembramos da vida, do tempo em que vivemos com aquela pessoa querida. Então, nada mais justo do que celebrar a vida (há muito escrito sobre o Téo, nos primeiros posts do blog, há um ano). Principalmente a de alguém especial como o Téo.
Por que escrevo tudo isso? Porque lá pelas tantas, enquanto abraçávamos a Mara chorando ou sentávamos no canto para conversar, a Gisele concluiu: somos uma família desajeitada, uma família buscapé. É verdade Gi. Nos tornamos uma grande família. Juntos compartilhamos a alegria da construção de um Brasil melhor, juntos nos cansamos nas campanhas, comemoramos as vitórias, choramos as derrotas. Juntos crescemos (nos dois sentidos, etário e de amadurecer). Juntos compartilhamos inícios e finais de relacionamentos, a saúde de nossas pessoas queridas e as doenças. Os momentos tristes, como a perda da mãe da Marinha e os felizes, como o nascimento e a saúde do Téo.
Nos tornamos uma família. De comunistas, jovens, amigos. Alguns de mãos pequenas. Mas todos com um coraçaõ com muito amor.
Obrigada por estarem sempre comigo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Conquistei meu equilíbrio, cortejando a insanidade


Com os anos comecei a gostar de datas (como os aniversários, por exemplo). São momentos em que é possível fazer uma retrospectiva e ver nossas derrotas e vitórias com uma certa distância. Hoje, o blog completa um ano. Quando paro para lembrar no que eu sentia naquele 25 de outubro de 2008, parece ser possível ter vivido cinco vidas em 365 dias. Tudo pode mudar, muda o tempo inteiro.
Quando comecei, pensei que manteria sigilo sobre o espaço. É duro construir um espaço privado para uma pessoa pública. Por mais louco que possa parecer é complicado dizer que não gosto só de política, não vivo só para a política. Embora viva muito e goste muito de minha vida de militante. Alguns me avisaram: vais te expor demais. Não acredito que ser Ser humano exponha a alguém.
Aos poucos, virou espaço para tudo. Para diário de minhas atividades pelo Rio Grande e pelo páis, para indicar os livros que passaram por minhas mãos, para compartilhar artigos sobre política, crônicas, poesias, músicas. Virou uma organizada bagunça. A parte insana de alguém que vive metodicamente.
Quero agradecer a todos que passam por aqui e têm a paciência de compartilhar a minha vida comigo. Aos que entenderam que esse espaço se consolida como o meu espaço. De uma mulher que chora, que ri, que cansa, que se emociona, que fica feliz, que vibra com as pequenas coisas da vida.
O Espaço da menina que (graças à Deus) insiste em viver dentro de mim e que precisa gritar. O blog virou meu megafone.
Obrigada por ouvirem meus problemas e meu sofrimento por eles (mesmo quando fui ambígua ou superficial), por darem gargalhadas, enviarem carinho na forma de comentários. Obrigada por serem felizes comigo por eu estar muito feliz pessoalmente, obrigada por entenderem minha vibração com as conquistas do mandato.

Obrigada por me ajudarem a "conquistar meu equilíbro, cortejando a insanidade".

Orgulho

Ontem pela noite fui ao show do Rafinha Bastos, chamado "A arte do insulto". Salvou meu final de semana! Passei (e aindo estou passando) três dias em reunião discutindo o Congresso do PCdoB, nosso novo programa de desenvolvimento do país, a nova direção nacional. Ótimo. Mas cansa. Então, ontem fui rir. Ri mais do que achei que riria. Muuuuito mais. É engraçado, inteligente, ele está ótimo.
Então por que se chama orgulho o nome do post? Porque é bom ver um gaúcho dar certo. É bom ver alguém vencer a pele invísel que perpetua os paulistas e cariocas como únicos produtores de cultura do Brasil. E não é bairrismo. É apenas vontade de ver o Brasil ser Brasil. E o Brasil não é apenas SP e RJ.
Parabéns Rafinha, parabéns para esse colorado que faz tanta gente rir, num mundo em que todos temos tantos problemas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dica de leitura

Eu já havia fechado o computador e estava me preparando para descansar. Mas quero escrever sobre essa sensível obra agora, imediatamente após terminá-la. "No teu deserto", do escritor português Miguel Sousa Tavares (autor de Equador) é delicado. Não sei como descrever um livro que nos faz sentir cheios de amor, cheios de sentimento, cheios de vida.
"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares demais, já não escreves, porque não te resta nada a dizer", diz, sabiamente, o jornalista que vai ao deserto.



Que loucura!!!

Gente, eu fico impressionada com a criatividade das pessoas. Escrevi um texto sobre uma pessoa querida que eu queria ajudar. Recebi respostas, textos sobre o assunto, meu pai ligou pensando se tratar de uma das minhas irmãs, minha irmã ficou na dúvida se era para ela, a outra teve certeza de que era para meu namorado... Uau! galera... não era para nenhum de vocês. Era para alguém que como eu já disse, não quer ouvir e nem ver soluções de vida para a vida!

Da série piada pronta

Estava eu sentada em frente a um médico. Após examinar, perguntar, vasculhar a minha vida, ele me olha e afirma: "A senhora deve ser uma deputada muito competente, né?". Eu, envergonhada, respondo: não doutor, nada demais, normal. Ele segue: "A senhora deve estar trabalhando demais para o povo, não é mesmo? Porque para chegar aqui caminhando, com essa falta de comida, horas de sono e de exercício físico, a sra só pode estar aqui porque Deus está gostando de seu trabalho."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Música para acalmar

Ontem, enquanto a sessão durava até quase duas da manhã, me lembrei daquela velha tese de que a vida poderia ter trilha sonora. Já pensaram que maravilha?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sem solução

Queria falar sobre o previsível arquivamento do impeachment de Yeda. Mas faço outra hora... Eu apenas queria desabafar: como ajudar alguem que gostamos muito, que guardamos carinho no fundo do peito, que esta sofrendo muito mas que não quer a nossa ajuda? Nem quer ouvir, nem sequer ver? E... A amizade de verdade não acaba com as brigas. Hoje tive certeza disso.

Dia bem bom

Ontem tive um dia daqueles que eu gosto. Fiz um debate na Escola inácio Montanha. Fui muito legal ver a galera discutindo participacao. Almocei com o pessoal do Sindifisco, debatendo a lei de transações, tema bem complexo. A tarde conversei com dois movimentos ótimos aos quais pretendo auxiliar com emendas ao orçamento: o grupo de teatro Terreira da tribo (que esta construindo seu teatro próprio) e a Galera do software livre, estão construindo um projeto dez! Depois, panfleteamos na Esquina democrática e ainda passei no Gasometro, na Conferencia de cultura.
Para encerrar a noite jantei com a galera da UJS e pude rir muito, com uma nova geração de jovens militantes!
Ufa... Agora estou indo para Brasilia, tinha médico mais cedo! Beijos
PS. Estou no celular, desculpem erros!

domingo, 18 de outubro de 2009

Para sempre

Senti saudade de uma pessoa que não voltará mais. Essa poesia sempre conforta.
Uma alegria para sempre (Quintana)

"As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer

Dia de sol

E de um trabalho muito gostoso. Adoro prestar contas do mandato aqui em Porto Alegre. É tão bom conviver com esse povo que me deu tantas coisas boas na vida. Pela manhã estive na Vila Farrapos e a tarde no Gasomêtro. Tem coisa melhor do que olhar para aquele rio lindo (tá... pode ser lago), com sol e tomando um chimarrão?

sábado, 17 de outubro de 2009

Agora em casa

Oi gente! Sei que andei sumida. Mas foi por uma boa causa. Trabalhei muito para aprovarmos o vale-cultura e deu certo. Depois girei oito cidades em 48 horas. Ouvi os pleitos das comunidades, estive com prefeitos, movimentos sociais, amigos. Agora cheguei em Porto.
Vou ficar com minhas irmãs um pouco, descansar para amanhã seguir na luta. Beijos
P.S. Estou normalizando meus escritos por aqui