segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Uma análise inicial sobre o debate da Band

Quero escrever algumas linhas sobre o que assisti no debate de ontem. Alguns exclamarão: “como assim?!? Ela já tem candidata! É óbvio que concordará com o que Dilma disse.” A esses respondo: me sinto com o mesmo direito de análise que tem, por exemplo, o jornal Estadão (a diferença é que eles declararam o voto em Serra após 60 dias de cobertura pretensamente neutra. Eu sou Dilma desde que ela é candidata) .
Esse formato de debate não abre tanto espaço para a discussão de propostas concretas. São feitos para o enfrentamento de projetos. Talvez por isso não sejam muitos os votos disputados em debates. Alguns especialistas afirmam que os candidatos participam com dois objetivos centrais: o primeiro é condensar a base de apoio, dar argumentos para quem já decidiu o voto; o segundo é não perder votos. Eu incluiria outros: responder dúvidas legítimas dos eleitores; desconstruir determinadas imagens e opiniões.
Ontem gostei da participação de minha candidata no debate. Primeiro porque usou o espaço mais nobre da eleição, a televisão, para desconstruir a campanha baixíssima feita contra ela. Quando Dilma teve coragem de pautar o tema do aborto, tirou o tema do submundo da eleição (cartazes e panfletos anônimos, montagens de internet etc.) e o teve a possibilidade de esclarecer aos cidadãos. Afinal, o uso que determinados setores tem feito desse tema é assustador. Primeiro porque ela e Serra têm exatamente a mesma opinião. A lei atual, de 1940, deve ser cumprida, garantindo que o SUS dê segurança para mulheres que correm risco de vida na gravidez ou que sejam vitimas de estupro. Mesmo que ambos tivessem outra opinião, deveriam submeter na forma de projeto de lei, ao Congresso Nacional. Porque fazem essa campanha, então? Porque esse tema desperta paixões nas pessoas. E as paixões estão localizadas fora da racionalidade. As pessoas ouvem e nem questionam: qual a posição do outro? Isso é possível? Também usam porque sabe que, por Dilma ser mulher, isso “pega”. Homens, a princípio, por não terem útero, não são chamados a refletir sobre o aborto. Ou seja, também é uma pauta que surge para aproveitar os traços culturais ainda machistas de setores da sociedade.
Mesmo no ambiente de confronto (que não é o ideal para propostas serem apresentadas) Dilma conseguiu politizar o debate. Ao insistir no tema das privatizações trouxe a tona mais do que o governo Fernando Henrique (escondido por Serra). Fez com diferenças centrais entre dois projetos aparecessem. Muitos cidadãos afirmam na época das eleições: “todos os programas são iguais! Todo mundo diz que vai melhorar a saúde, a educação, a segurança.” Sim. Isso é, em parte, verdade. Na TV muitos programas partidários podem soar parecidos. Mas na essência são muitos distintos. As privatizações são “a cara” dessas diferenças. “Por que?”, alguns podem perguntar. Porque expressam o tipo de Brasil que queremos. De todos ou de poucos. Público ou privado. Serra diz que esse é um tema do passado. Não é verdade. Foi também um tema do passado. Aliás, eu mesma comecei a fazer política para combater o processo de privatização da universidade pública. Mas este tema não está superado. Vejamos o Pré-sal. Nós defendemos que esse dinheiro deve ser a alavanca para o desenvolvimento de nosso país de maneira estruturante. Custear a educação, pesquisas cientificas, por exemplo. Se o petróleo acaba, devemos transformar esse dinheiro em coisas que não acabam, ou seja, na melhoria da capacitação de nosso povo! Isso é futuro. É decisão do próximo presidente. A turma do Serra defende a privatização da exploração dessa riqueza natural brasileira. Dilma, que foi Secretaria e Ministra de Minas e Energia defende que o recurso do Pré-sal é público.
Aliás, o tamanho político de cada candidatura foi resumido de maneira brilhante pelo Senador Sergio Guerra (Presidente do PSDB). Disse ele: “Aborto é tema de interesse nacional, privatização é tema do PT”. Porque digo que ele foi brilhante? Porque de fato, apesar de Dilma e Serra terem a mesma opinião sobre o aborto, os tucanos tentam fazer desse tema (de forma passional e machista) o tema da campanha. Não querem comparar os governos, não querem dizer o que pensam sobre o Estado Nacional e o patrimônio público. Não querem assumir compromissos com a destinação dos recursos do Pré-sal.
Ele entregou a estratégia da campanha deles! Não debater política, projeto.
Por fim gostaria de comentar outro detalhe, não menos importante, do que assisti ontem na televisão e acompanhei pelas redes sociais, como o twitter. A caracterização que Serra tentou pendurar em Dilma. Qualquer palavra dita, ele a caracterizava de “agressiva”. Isso também é parte da estratégia de debates. Repetir algo muitas vezes para que as pessoas passem a refletir sobre o assunto. Mas quando algo é artificial é fácil ser identificado. E ele deixou claro isso. Dilma perguntou: “qual garantia que o senhor vai manter os programas sociais do governo Lula?”. Devo confessar que nem entendi porque ela levantou a bola para ele. Eu apenas responderia: “a garantia é a minha palavra”, qualquer coisa dessa natureza. Ele não respondeu (provavelmente porque não queira assumir compromissos com essas políticas) e ainda me saiu com a seguinte frase: “Estou impressionado com o nível de agressividade da Dilma”. Qual agressividade nessa pergunta? Nenhuma. O que Serra tentou fazer, mais uma vez, foi usar o machismo de setores de nossa sociedade contra Dilma.
Nossa cultura avançou muito. Prova disso é que mais de 60% do eleitorado brasileiro votou nas duas mulheres para presidente da República. Mas conheço bem esse tipo de adjetivação. Mulheres são adjetivadas na política. Homens muito menos. Lembro quando conquistamos meu mandato de vereadora. Na mesma eleição um jovem homem elegeu-se. O locutor do rádio dizia: “quem esta entrando é aquela jovem bonitinha”. Quanto ao homem afirmava: “é um jovem competente com origem no movimento estudantil”. Casualmente militávamos na mesma universidade. Eu na oposição, ele na situação. Eu havia feito mais votos. Mas era a bonitinha.
Cada vez que subimos na tribuna indignadas somos tachadas de histéricas. Eles são convictos e ficam perplexos. Nós temos a vida pessoal vasculhada (somos “sapatonas”, como li ontem no twitter sobre Dilma; mantemos relações sexuais com alguém para chegar onde chegamos...). Eles? Bem, ninguém tem nada com a vida pessoal, devemos nos preocupar com a vida pública.
Nós mulheres, em todos os espaços, estamos acostumadas a enfrentar isso. As mulheres políticas não sofrem nem mais, nem menos do que outras milhares de mulheres. Mas ao chamar, de maneira repetitiva e descontextualizada, Dilma de “agressiva”, Serra usou essa velha tática. Velha tática que nossa sociedade tenta superar.
Sei que muitos gostariam de outro tipo de debate. Por isso, acho que os melhores são aqueles com temas a serem enfrentados pelos candidatos (um bloco para educação, outro para desenvolvimento, outro para trabalho e renda). Às vezes, cidadãos e cidadãs são chamados a perguntas. Noutras vezes os jornalistas cumprem esse papel. Mas isso não torna o debate de ontem menos importante. Não podemos cair no papo de que o debate, por ter esse nível de enfrentamento, não serviu para nada. Serviu sim. Para confrontarmos elementos do projeto de País, para trazermos questões ao debate, para vermos o baixo nível que alguns chegam.
Se a gente vai atrás do que cada um já fez na vida pública, se debatermos o currículo da Dilma e do Serra (o Currículo inteiro, não apenas quantas vezes concorreram eleições, mas onde cada um esteve e que posição teve em cada momento decisivo da história e do presente do Brasil), se a gente faz esse exercício, procura, busca, pesquisa, vai entender exatamente porque Dilma é mais preparada. Não apenas para os debates. Ela é mais preparada para governar o Brasil. Porque representa a superação de velhas táticas políticas, representa um projeto, não esconde posições, não esconde erros e acertos do Governo do presidente Lula. Não fomos perfeitos. Evidente que não. Mas começamos uma bela caminhada de transformações no Brasil. E os avanços só podem ser feitos por quem acredita nesse caminho. Caminho de soberania, de direitos, de educação. Caminho de combate da miséria e da desigualdade. Caminho da solidariedade e de sonhos. De superações. De igualdade entre homens e mulheres. Caminho do amor. E não do ódio.

28 comentários:

Júlio Castellain disse...

...
Belíssimo texto, deputada.
Perfeita análise.
Saudações de SC.
...

Antonio disse...

Por favor, com a mesma lucidez que explicas tuas idéias, me explica porque tua candidata só está na frente das pesquisas no Nordeste?

João Paulo M. disse...

Percebi Dilma mais agressiva ontem. Agressiva no sentido de partir para ataques pessoais como fez com a esposa de Serra. Esse tipo de atitude é típico de quem está atrás nas pesquisas. Portanto ha algo muito estranho no ar, e de acordo com o fracasso dos institutos que erraram todas previsões é bem possível que José Serra já esteja na ponta.

André Luiz disse...

É inaceitável que, em um país onde o Estado é laico, o cerne das discussões seja a posição religiosa do candidato... Isso é um absurdo. O aborto é uma questão de saúde pública e não de polícia...

Claudio disse...

Caríssima Deputada,

eu não sou nenhum religioso, mas acho legítimo que o assunto aborto, por razões religiosas ou meramente morais, seja relevante para certa camada da população.

E acredito, sim, que a posição de um(a) candidato(a) quanto ao tema pode mostrar algo sobre quem ele(a)seja.

As pessoas têm o direito de se preocuparem com os assuntos e temas que lhe aprouverem. Obscurantismo não é coisa que se combata com a tentativa de limitar o âmbito do discurso político/eleitoral legítimo.

Anônimo disse...

Cara deputada Manu,
Dilma foi muito agressiva, sim. Revelou-se desesperada. Por quê? É claro que não há agressividade na pergunta, mas no contexto. Serra fazia referência ao todo, não - especificamente - à indagação da candidata petista. Se foi uma boa estratégia... o tempo dirá. Acho que o Serra pecou ao não esclarecer o sumiço dos 4 milhões feito um por assessor.

A verdade é que, confesso, sinto saudades da Marina.

Um grande e afetuoso abraço!
Marcelo De Marco
www.marcelodemarco.blogspot.com

Cláudio Reis disse...

Como sempre, colocações pra lá de coerentes. Parabéns Deputada !

Otavio disse...

sei la Manu, eu prefiro escolhe meus candidatos todos pelo sua biografia...pesquisas..

tem muita gente com duas caras hoje em dia na politica, um exemplo eh Ciro Gomes. Acho que se vcs verem este video eu nem preciso mais comenta nada.

http://www.youtube.com/watch?v=pOO1M8OZpEI

Bom é isso! Um grande abraço a todos!

Cláudio Reis disse...

Parabéns Deputada, pelas colocações pra lá de coerentes.

Veronica bonomo disse...

certamente deputada, vc falou tudo.também acompanhei alguns blocos do debate e sinceramente achei que o hipocondríaco do serra sempre fugia das perguntas ou começava a pautar outra questão, e confesso que atacou tbm a opositora lembrando toda hora da erenice...acho que somos bem grandinhos e sabemos o que estar acontecendo no mundo, na atualidade, entao, so lamento para ele com essa atitude de querer jogar o povo contra a candidata Dilma..e por outro lado, eu estou muito contente sobre a indole da condidata, pois nas propagandas, nunca vi ela se referir ao hipocondríaco do serra..isso mostra que ela é bem inteligente e que noa precisa falar mal para ser eleita....você deputada, foi bem feliz em sua postagem....tenho inveja do povo do seu Estado, pois pode contar com uma mulher tão competente e dedicada como você..PARABÉNS....MINHAS ADMIRAÇÕES..BONOMO...

Acervo Café Frio disse...

Escreveste o que muitos gostariam de ter escrito ou pensam. Excelente. Parabéns

Grasiela disse...

Oi Manuela, gostei do texto, e lembrei da tua entrevista no jornal do almoço logo que foi eleita, com perguntas de cunho pessoal, exemplificando bem isso que colocaste no final do texto.
Beijos

Vera disse...

Inteligente e lúcida como sempre, Manu! Peço licença para responder alguns comentários: Dilma não está na frente apenas no Nordeste (isso é o q os jornalões dizem...), mas se estivesse, é porque lá estão os brasileiros q sempre foram esquecidos pelos governos anteriores. Dilma agressiva? Diria Dilma indignada, mas como diz a Manuela, na boca das mulheres indignação vira agressividade. Teríamos que ser dóceis e queridinhas sempre, na visão dos machistas. Quanto ao aborto, o foco da Dilma é entre deixar uma mulher ser presa quando recorre ao SUS por ter feito um aborto, ou atendê-la para salvar sua vida, Dilma fica com atendê-la. Essa é a questão, e não moralismos hipócritas. Alguém já perguntou o que dizem os compenheiros de uma mulher que decide abortar?
Novamente, parabéns, Manuela, por tua lucidez!

Charles Batista disse...

Fico feliz por ter uma deputada federal que representa os brasileiros no congresso nacional, e diga de passagem, uma deputada atuante e digna dos seus mais de 400 mil votos. vc é um fenomeno, espero um dia apertar sua mão. Parabéns e é dilma neles!

Delcyro disse...

Talvez a coisa ande mais feia no arraial petista do que indica a primeira pesquisa. O fato é que a Dilma Rousseff que se viu ontem no debate da Band é muito diferente daquela que aparece no horário eleitoral gratuito. Aquela senhora que se esforça para ser suave, a mãe do Brasil, a tchutchuca do neoestatismo desenvolvimentista, a que aprendeu a endurecer sem perder a ternura jamais, nem parecia ter Antonio Palocci como um dos coordenadores da campanha. O que se viu ali era o estilo Ciro Gomes, porém sem a desenvoltura vocabular do ex-governador do Ceará, que consegue falar bobagens monumentais, mas sempre com muita fluência. Dilma tem uma fala mais truncada, dá umas tiriricadas no meio da frase, o sentido às vezes se esvai. Não deu folga: partiu pra cima do tucano José Serra. O debate foi útil para saber as duas armas do PT no segundo turno: vitimismo agressivo e, de novo!, ataque às privatizações.
Eu tinha a expectativa de que seria Dilma a primeira a tocar no assunto do aborto. Batata! Com que objetivo? Parece que a intenção era uma só: “Se eu sair daqui conseguindo, no mínimo, dividir com ele o peso da questão do aborto, já está bom”. Não acho que tenha conseguido. A razão é simples, elementar mesmo: ela já defendeu a descriminação em várias entrevistas; ele não.
Dada a ausência de limites que sempre caracteriza os petistas, Dilma tentou uma saída complicada: acusar Serra de ser o autor da norma técnica que disciplina o aborto legal nos hospitais públicos nos dois casos permitidos: estupro e risco de morte da mãe. Como não podia dizer que isso é, em si, um mal, dado que a lei data de 1940, dois anos antes de Serra nascer, ao mesmo tempo em que tentava acusá-lo, ela se dizia favorável à medida. Dilma se esqueceu de que a norma técnica em questão exigia o boletim de ocorrência em caso de estupro; quem acabou com o BO, bastando a declaração, foi o petista Humberto Costa quando ministro da Saúde.

zé anselmo disse...

Mais uma vez você demonstra que a sensatez é uma de suas maiores virtudes. Suas colocações serão muito úteis para a militância nos debates que se travam nas ruas. Inclusive já tomei a liberdade de encaminhar seu texto via email para meus contatos.
Um abraço!

Luci disse...

Eu acho um pensamento muito retrogrado ficar discutindo religião e aborto em debate.
Falta de argumento? Falta de propostas de ambas as partes? Desespero? Não sei, não vem ao caso.
Mas não me importa se o próximo presidente vai ser espírita, evangélico, católico, umbanda... Quem somos nós pra julgar a crença de alguém? Eu tenho Deus no coração, me importa que o próximo presidente tenha amor meu Brasil, que ele governe para todos e que o país desenvolva.
Não me importa se o próximo presidente é contra ou a favor ao aborto, porque é obvio que ninguém vai sair tirando vidas por ai. Em que mundo as pessoas que acreditam nessas acusações vivem?
Não me importa a opção sexual do candidato, me importa sua honra, seu caráter.
Vivemos em que século?
Estamos perdendo tempo e oportunidade de conhecer melhor nossos candidatos e suas propostas por causa de pensamentos retrógrados.
Tudo o que citei acima é forma de preconceito e o preconceito é um atraso de vida.
A culpa do Debate de ontem ter sido agressivo e pouco aproveitável não é culpa de Dilma ou de Serra e sim do povo Brasileiro que prefere dar ênfase em temas como religião ao invés de educação (por exemplo).
Talvez se fossem mais bem educados teriam pensamentos mais abertos/amplos e hoje estaríamos discutindo as propostas que os candidatos deveriam ter apresentado/debatido ontem.

lapis nos olhos disse...

http://www.youtube.com/watch?v=fTM5cDIESrY

kenny disse...

Querida Manuela, concordo com você em varias partes desse bonito texto, porem, não consigo ver a Dilma, em momento algum bem preparada para dedates ou apresentar propostas, ela só é boa quando fala de Petrobras ou outras áreas do ministerio de minas e enrgia, esse assunto ela domina muito be. Mas o resto só vejo ela se atrapalhando nas ideias, não tô defendendo o Serra, mas a Dilma tá longe de ser a candidata idela para o Brasil.
entendo sua postura de defeza da Dilma, pois vocês fazem parte da mesma coligação, mas tenho certeza que você é uma mulher observadora.
Obrigado.
Kenny Santos Brasília-DF

kenny disse...

Cara Manuela,
Desculpa,mas acho que você esta falando de outra Dilma, quando diz que ela está bem preparada pra debates.. não foi isso que nos Brasileiros, vimos nos debates,incluindo o de ontem na band, pelo contrario, oque observamos foi uma mulher que não domina o assunto Brasil, tropeça nas palavras e assim como o Serra, foge de muitas perguntas. Eu antes de assistir o debate, não sabia em quem votar, mas de ver agressões de ambas as partes,tenho certeza do que a Marina Silva falou, que Dilma e Serra são bem parecidos,
sei que você tem que defender a Dilma, pois ela faz parte da sua ciligação, porém, só não foge da realidade.
Obrigado.
Kenny Santos-Brasília DF

Bartz disse...

Deputada. Parabéns pelo texto. Acompanhei o debate ontem e, pela primeira vez, diante de tantos que já houve, senti que a Dilma emplacou, falou abertamente, com coragem, sem ficar só na defesa, e sem ficar atrás do Lula. Acho que ela não disse nenhuma vez o nome do presidente. Este debate foi importante para motivar a militância que estava com um pé atras em relação à coordenação da campanha. Acho que conseguiu. Nos proximos debates Dilma precisa avaliar qual a melhor forma de se comunicar com seu eleitorado. Vamos esperar as reações. Do meu ponto de vista, é melhor atacar do que se defender o tempo todo. Deixa eles se explicarem também. Um abraço e parabéns pela candidatura.

Urban Projovem by Teacher Helena disse...

Entre tantos temas o aborto parece ter merecido maior destaque. Por que?
Me ocorreu que talvez seja uma tentativa de obter os votos evangélicos uma vez que pastores são contra o aborto ( crescente eleitorado nessa religião). É claro que Dilma sabe disso e nem por isso se desfaz de sua opinião a respeito do assunto. É claro que sabemos de que forma ela se coloca contra. É uma questão de "não" demagogia.

Mas quero mesmo ressaltar a melhor parte do discurso de Manoela: "caminho do amor."

Sem amor, caminho algum será possível . E quando se fala em amor se fala em respeito e comprometimento. Do início ao fim.

Parabéns Manoela!!

Um forte abraço

Professora Helena

Jose Ramon disse...

Ótimo texto, deputada. Eu, particularmente, não gostei do debate justamente pela falta de discussão de programas de governo.

Mas gostei do seu texto e, embora não tenha mudado muito minha posição com relação ao debate, me faz vê-lo sob outro ângulo. Gostei, também, de sua abordagem quanto aos preconceitos e ao Brasil que queremos.

Este é o 1º texto seu ao qual tenho acesso. Moro na Bahia há muitos anos e, confirmando suas palavras, eu só a conhecia aqui como "aquela deputada gaúcha bonita".

Li o texto e, como gostei, o li também para minha mulher. Ambos lhe damos os parabéns pela clareza e pelas colocações.

E parabéns, também, pelos votos recebidos. Coincidentemente, também votamos em uma deputada do PCdoB daqui, Alice Portugal que, para nossa alegria, também se elegeu.

de mau humor disse...

Boa avaliação! Parabéns.

mvsmotta disse...

Ao falar "não fomos perfeitos", por favor, poupe os eufemismos e fale, por exemplo, do José Dirceu, segundo o MP o "chefe de quadrilha", que está lá, na cúpula da campanha da "sua candidata".

Bilu disse...

Gostei muito do seu comentário sobre o debate, apesar de não ter conseguido mudar minha opinião sobre Sra. Dilma e o PT, opinião esta que não posto para não ofender os vários eleitores de Dilma que aqui escreveram! Não sou eleitor do Serra, votei em Marina, que fique bem claro! Achei você (desculpe, lhe chamo de você mas não sei se deveria lhe tratar como Senhora ou Senhorita, como prefere?) muito lúcida, inteligente e gostaria de lhe ouvir a respeito do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH III), o que você achou dessa nova lei?
Wenceslau Bilú
wnetobsb@yahoo.com.br

Ana Teresa disse...

Boa noite, deputada.

Inicialmente, fiquei feliz por sua reeleição. Parabéns!

Quanto essa pecha de agressividade NÃO irá colar, pq DILMA apenas entendeu que não deveria mas ficar apanhando desses corruptos, exploradores do povo.

Somente um candidato mal intencionado e que acha pobre um nojo afirma que quando ministro criou o crédito para o povo fazer "seu puxadinho".

Sou católia, MAIS reprovo veementemente essa política prol SERRA. Com certeza estou cada dia mais descrente de padres, bispos e outros que deveriam ressaltar o governo LULA, pelo seu compromisso com os mais pobres.
Que tal a igreja cuidar de seus pedófilos? que tal os envangélicos cuidar dos mercadores da palavra de Deus, que compra aviões de milhões de doláres, se constituindo verdadeiros enganadores da fé do povo.
Um consolo: Deus punirá todos esses....é meu consolo.

Gilmar disse...

isso prova que voce não é apenas "bonitinha"! é claro que você é linda, sem dúvida, mas é muito mais que isso, prova que é inteligentíssima, e que ninguém ouse duvidar da capacidade e inteligencia das mulheres! parabéns deputada!