segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bar

Copo alto, com gelo, por favor. Nele, todas as minhas ilusões.
Bebes um gole do que fomos nós. A pedra enche tua bochecha. Mastigas cada pedaço de minha felicidade e cospes na cara, devagar e repleto de nojo.
Corro, vômito na garganta, para o banheiro. A porta, em
Batom vermelho, avisa: quem mandou acreditar?

2 comentários:

joao pacheco disse...

Interessante pensar , o outro dilacerado emque o outro estava , alma presa , solta ...o que torna livre também adoece...

joao pacheco disse...

Interessante , deslocar-se do outro, o outro dilacerado de si, alma que se esvai tão pouco sabe o que foi...