segunda-feira, 8 de junho de 2009
O tal blog da Petrobras
Ótima matéria do blog "o biscoito fino e a massa" (http://www.idelberavelar.com/) sobre o blog da nossa estatal.
Internet e política
Gente, abaixo uma entrevista que acabei de dar (enquanto escrevia o post anterior) ao Paulo Henrique Amorim sore Internet e eleições. No site dele ( www.paulohenriqueamorim.com.br ) tem o aúdio.
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A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) falou ao Conversa Afiada sobre o projeto que apresentou na Câmara para utilização da internet na campanha eleitoral.
Paulo Henrique Amorim - Deputada, qual é a sua idéia a respeito da liberação da internet para campanhas eleitorais?
Manuela D’Ávila – Eu acredito que a internet cumpre dois papéis muito grandes no processo eleitoral. Um deles é a democratização do acesso à informação por parte dos eleitores. Pela internet tem uma dimensão muito grande. Você tem vários mecanismos de comunicação dentro da internet, site, comunidade de relacionamento. Cada vez mais surgem ferramentas que fazem o eleitor ter acesso à informação. E o outro aspecto é o barateamento das campanhas eleitorais, que é importante para facilitar o acesso de parlamentares ligados a movimentos sociais a comunidades mais empobrecidas.
PHA – Agora, deputada, a senhora sabe melhor do que eu que a legislação brasileira trata a internet como se fosse rádio e televisão, portanto, concessões de serviço público. Não é um obstáculo muito grande tentar superar essa barreira?
MD – Eu acho que a legislação brasileira trata muito pouco sobre internet, sobre como nós vemos essa questão de internet e quando trata, trata mal. O que nó vivemos com relação às eleições, Paulo Henrique, foi no último período as decisões do Tribunal Superior Eleitoral no vazio de legislação. Então, o que nós fazemos? De um lado, nós liberamos a campanha na internet e a campanha dentro dos moldes do rádio e da televisão, ou seja, com os prazos estabelecidos para eles. Inclusive por ser uma ferramenta muito forte, também não seria correto se pudesse existir campanha na internet a qualquer momento. Mas nós vedamos a campanha paga na internet. Ou seja, nós temos o cuidado de não fazer com a internet aquilo que foi feito com os jornais. Foi permitida a propaganda em jornais e é público e notório que só podem anunciar em jornais candidatos com muito poder aquisitivo e muita relação com o setor econômico. Nós montamos uma relação dupla. A liberdade sobretudo para o eleitor ter essa informação, mas por outro lado, pegamos a propaganda paga.
PHA - A senhora prevê também no seu projeto, eu li no site Vermelho, do PCdoB, que a senhora prevê financiamento de campanha através de cartão de crédito na internet. Qual é o obstáculo a fazer isso hoje?
MD – Hoje a legislação permite que a doação seja feita sempre presencialmente, com a emissão do recibo. Essa era a maior limitação da doação de internet. Eu defendo, e essa é a posição do meu partido, o financiamento público de campanha. Enquanto nós não conseguirmos aprovar uma mudança do sistema político brasileiro, nesse debate que estamos fazendo nessa semana e na semana que vem, sobre regras menores, nós estamos tentando incluir a doação por cartão de crédito. Por que, Paulo Henrique? Porque que acho que tu podes também democratizar a construção das campanhas eleitorais. Nós tivemos recentemente um grande caso para observar, que foi a eleição do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos. E a grande vinculação da mobilização popular e do financiamento da campanha a partir dessa mobilização. É evidente que eu não estou dizendo que o Obama foi eleito a partir dessas contribuições, pois nós sabemos os montantes da contribuição da iniciativa privada…
PHA – Claro. Mas que ajudou, ajudou.
MD – MD – Ajudou e também mobilizou. Agora, um deputado pode ser eleito. Mas o presidente da maior potência do mundo é difícil que seja eleito com essa participação e essa voluntária. Um deputado, um vereador, alguém ligado ao movimento social, pode sim ser eleito a partir dessa cota de contribuição, enquanto nós não mudamos o sistema de financiamento das campanhas.
Paulo Henrique Amorim - Deputada, qual é a sua idéia a respeito da liberação da internet para campanhas eleitorais?
Manuela D’Ávila – Eu acredito que a internet cumpre dois papéis muito grandes no processo eleitoral. Um deles é a democratização do acesso à informação por parte dos eleitores. Pela internet tem uma dimensão muito grande. Você tem vários mecanismos de comunicação dentro da internet, site, comunidade de relacionamento. Cada vez mais surgem ferramentas que fazem o eleitor ter acesso à informação. E o outro aspecto é o barateamento das campanhas eleitorais, que é importante para facilitar o acesso de parlamentares ligados a movimentos sociais a comunidades mais empobrecidas.
PHA – Agora, deputada, a senhora sabe melhor do que eu que a legislação brasileira trata a internet como se fosse rádio e televisão, portanto, concessões de serviço público. Não é um obstáculo muito grande tentar superar essa barreira?
MD – Eu acho que a legislação brasileira trata muito pouco sobre internet, sobre como nós vemos essa questão de internet e quando trata, trata mal. O que nó vivemos com relação às eleições, Paulo Henrique, foi no último período as decisões do Tribunal Superior Eleitoral no vazio de legislação. Então, o que nós fazemos? De um lado, nós liberamos a campanha na internet e a campanha dentro dos moldes do rádio e da televisão, ou seja, com os prazos estabelecidos para eles. Inclusive por ser uma ferramenta muito forte, também não seria correto se pudesse existir campanha na internet a qualquer momento. Mas nós vedamos a campanha paga na internet. Ou seja, nós temos o cuidado de não fazer com a internet aquilo que foi feito com os jornais. Foi permitida a propaganda em jornais e é público e notório que só podem anunciar em jornais candidatos com muito poder aquisitivo e muita relação com o setor econômico. Nós montamos uma relação dupla. A liberdade sobretudo para o eleitor ter essa informação, mas por outro lado, pegamos a propaganda paga.
PHA - A senhora prevê também no seu projeto, eu li no site Vermelho, do PCdoB, que a senhora prevê financiamento de campanha através de cartão de crédito na internet. Qual é o obstáculo a fazer isso hoje?
MD – Hoje a legislação permite que a doação seja feita sempre presencialmente, com a emissão do recibo. Essa era a maior limitação da doação de internet. Eu defendo, e essa é a posição do meu partido, o financiamento público de campanha. Enquanto nós não conseguirmos aprovar uma mudança do sistema político brasileiro, nesse debate que estamos fazendo nessa semana e na semana que vem, sobre regras menores, nós estamos tentando incluir a doação por cartão de crédito. Por que, Paulo Henrique? Porque que acho que tu podes também democratizar a construção das campanhas eleitorais. Nós tivemos recentemente um grande caso para observar, que foi a eleição do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos. E a grande vinculação da mobilização popular e do financiamento da campanha a partir dessa mobilização. É evidente que eu não estou dizendo que o Obama foi eleito a partir dessas contribuições, pois nós sabemos os montantes da contribuição da iniciativa privada…
PHA – Claro. Mas que ajudou, ajudou.
MD – MD – Ajudou e também mobilizou. Agora, um deputado pode ser eleito. Mas o presidente da maior potência do mundo é difícil que seja eleito com essa participação e essa voluntária. Um deputado, um vereador, alguém ligado ao movimento social, pode sim ser eleito a partir dessa cota de contribuição, enquanto nós não mudamos o sistema de financiamento das campanhas.
Confesso que atordoa
Estou em Brasília e confesso que às vezes atordoa fazer política. Atordoa em vários sentidos. Ontem, passadas vinte horas de discussão sobre os documentos do Congresso do Partido, pensei: meu Deus! Que maravilha... Quanta coisa para pensar, quantas reflexões para fazer, quanta gente boa temos nesse partido e como será bom quando vermos essas idéias existindo na prática, na vida das pessoas. Confesso que, minutos depois, refleti: e quantos partidos fazem isso, quem está debatendo política e projeto? Passei por uma roda de samba, saindo da reunião, e me senti como aquela menina da propaganda da cerveja que fala em crise.
Hoje pela manhã pensei em um milhão de coisas para escrever aqui e não soube optar! Pensei em escrever sobre a CPI da Petrobrás e a necessidade que temos de lutar para que essa empresa pública continue pública e saia fortalecida da crise econômica. Depois vi a notícia das execuções dos índios no Peru e me deparei com um sentimento de solidariedade muito grande e uma impotência ainda maior.
Agora, nesse momento, o PDT reúne a sua executiva estadual para deliberar sobre a CPI. Mais um deputado assinou e, agora, são 18. Falta apenas um. Fiquei feliz ao ver que o movimento social montou uma banca no Largo Glênio Perez coletando assinaturas para a instalação da CPI. A Assembléia pode fazer muito. Mas não fará nada sozinha. O movimento social é fundamental para isso. E, a cada dia que passa, aumentam as denúncias e a indiganação do povo. Espero que, em breve, tenhamos a CPI funcionando e investigando com muita qualidade e sem virar palanque para ninguém.
Depois, vi os investimentos para a Copa (o pedido de 4 bilhões para as obras de mobilidade que Porto Alegre tanto precisa...) e a entrevista do Prefeito: ninguém diz não ao metrô... É dizer não, ninguém diz... Mas dá para trabalhar bem mais!
Fiquei atordoada pensando sobre o que escreveria, tanta coisa, tanta notícia, tanta vontade de compartilhar com vocês o que tem acontecido... Resolvi, então, escrever esse texto e mostrar que, às vezes, é duro optar sobre o que escrever...
domingo, 7 de junho de 2009
Domingo de trabalho
Hoje terminamos a discussão sobre o projeto que será discutido no Congresso do Partido. A parte que mais me seduz é o novo programa socialista para o Brasil. Será um grande debate.
sábado, 6 de junho de 2009
Grande ano para o PC
Hoje estou na reunião do Comitê Central, debatendo os documentos do nosso 12° Congresso. Será um grande debate. Estou muito entusiasmada! É bom debater o Brasil, a boa política e a construção do socialismo
Serão dois dias, umas 20 horas de debate. Muito bom...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Canoas na Copa
O Prefeito Jairo Jorge convidou a mim e ao Secretario de Copa de Porto Alegre para irmos à Ulbra visitar as instalações que podem receber uma delegação na Copa de 2014. Foi uma grande visita.
Além disso, conheci o novo reitor da universidade. Tive uma breve conversa sobre os hospitais da universidade. Essa é uma pauta que tenho acompanhado, dentro do limite do que me cabe, e que me preocupa muito.
Piada pronta 2
O Lupi entregou para a Força Sindical a carta sindical da Federação Intermunicipal dos Comerciários, que em tese, disputará com a FECOSUL, que é minha grande parceira e defensora dos direitos dos trabalhadores do comércio. O Ministro vai embora. A carta some. Ligações para o carro do ministro, teria ele levado de volta?
Brinquei na hora errada: "eu roubei para garantir a unidade sindical". Por sorte acharam rápido.
Piada pronta
Estava, agora pela manhã, na Plenária da Força Sindical. O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, também. Ele falou. Passam a palavra para mim. Saudações feitas, digo: "Ministro, quero lhe fazer um pedido." E pedi para que nos ajudasse na construção da aprovação da projeto de minha autoria e de mais muitos parlamentares sobre demissões coletivas.
Qual a piada? O Latino, olhando, disse que eu poderia ter dito, nos meus tempos de UNE: "Consegue um ônibus para a gente ir para Brasília, para o CONUNE?"
Moral da história: quem pega o hábito de pedir em público para garantir o compromisso do outro, pede sempre!!!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Ótimo autor

Não conhecia Javier Marías, escritor espanhol. Li - e gostei muito - uma obra dele: "Amanhã, na batalha, pensa em mim." Devo dizer que, dentre tantas obras sugiridas pelo dono da livraria, escolhi essa pelo belo título. Afinal, é bom ter alguém para pensar nas horas duras. São 400 páginas de narração; ele sai com uma mulher estranha e casada e essa morre. A partir disso rolam muitos desdobramentos...
Congresso da UNE
Acabo de sair de uma reunião com o Ministro Vanucchi - Direitos Humanos - e com a Lúcia - presidente da UNE - sobre as atividades relacionadas ao Direito à memória e verdade no Congresso da UNE, agora em julho.
Ontem votamos a PEC que derruba a DRU para educação. Obrigatoriedade de escola dos 4 aos 17 anos. Grande vitória das crianças e da juventude brasileira.
P.S. A ida de meu time para a Final da Copa do Brasil foi sofrida demais para ser comentada. Que venha Ronaldo. O último Ronaldo que se meteu conosco, em dezembro de 2006, jogava no Barcelona e teve que ouvir: "Ô Ronaldinho (.......palavrão) melhor do mundo é Adriano Gabirú"
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Fim de um capítulo

Hoje a Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou a suspensão imposta a Cuba, garantindo uma grande vitória para todos os que defendem a auto-determinação dos povos. Os Estados Unidos, donos da verdade, ficaram isolados. Nenhuma imposição a nossa Ilha Rebelde. Vitória dos presidentes progressistas e da Revolução!
57% acreditam em corrupção do governo Yeda
olhem o site da folha e a pesquisa Datafolha
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u575826.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u575826.shtml
terça-feira, 2 de junho de 2009
Brasília
Já estou aqui. Participei da reunião do Conselho Nacional de Juventude para debater Reforma Política e juventude.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Dia de trabalho
com muita dor... Quase parei por causa das costas.
Tivemos uma audiência sobre a Copa com a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. Aqui o frio está de lascar e ainda tenho agenda de partido agora...
Beijos e boa semana para todos.
P.S. Ia escrever de manhã cedo. Confesso que não fiquei bem após ter lido a notícia da queda de um avião que saía do Brasil.
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