domingo, 19 de julho de 2009

Domingo

Cheguei por volta das duas da madrugada. Pegamos uma estrada complexa para voltar para nossas casas. Acordei cedo e tratei de arranjar a minha casa para o aniversário de meu pai. Vou cozinhar (!!!) e reunir alguns de meus irmãos aqui (três deles, a Luci mora em Floripa). Preparei um chimarrão e sentei aqui a bisbilhotar trabalhos atrasados, emails não respondidos, ouvindo Pedro Guerra (aquele espanhol que sempre recomendo).
Às vezes minha cabeça gira, gira rápido e sem rumo. Não é como estar atordoado, talvez seja exatamente o contrário: quando ela entra no eixo.
Vi a revista que estamos preparando para os meus dez anos de militância. Revi fotos e repensei momentos. Incrível a maneira como a vida vai se construindo. Vamos percorrendo a estrada e a contruindo ao mesmo tempo. De tudo o que ficou no passado, conclui que tenho apenas duas coisas pendentes. Para resolver. Me vi, em pensamento, escrevendo duas grandes cartas. E acho que é o que vou fazer. Tenho por hábito escrever quando se torna duro falar. E farei isso também porque refleti mais após receber uma notícia.
Um grande e querido militante do PCdoB foi morto na Lomba do Pinheiro: o Pedro. Homem simples e lutador. Tinha uns 5o e poucos. Que mundo é esse em que as pessoas morrem assim? Tem suas vidas interrompidas, seus planos inconclusos? Que mundo é esse em que homens matam homens?
É por isso que a gente luta, né? Para mudar o mundo e mudar a realidade.

1 comentários:

Ao vento disse...

Sim Manu. A vida já é difícil demais para complicarmos.
Por isso lutar, trabalhar, para vencer os obstáculos e depois sorrir!