terça-feira, 17 de maio de 2011

Democracia

Há três anos fui apresentada a um jovem chamado Juan. Estávamos jantando em El Salvador, num evento de jovens latino-americanos. Juan era Juan há 5 anos embora tivesse 30. Até então ele chamava-se Mariano. 
Mariano Falco, filho de um policial federal e uma domestica, irmão de Vanina. Um jovem que brincava no Clube Militar, ao lado da ESMA (escola superior de Marinha).
Esse jovem foi percebendo que havia uma desigualdade no tratamento dado a ele e à irmã. Depois de muitos episódios soube pela mãe que era adotado. Adotado na década de 70 na Argentina significava seqüestrado. Foi atrás. Fez DNA. Soube que era filho de Alicia e Damian. Que seus pais haviam
Sido executados pela ditadura militar na ESMA. Que sua mãe havia dado o nome de Juan para ele que havia nascido na cadeia. Mudou de nome.
Mudou de vida. Mudou tudo.
Levou seu seqüestrador a julgamento. Hoje esse monstro foi julgado. E condenado. Ficara 18 anos na cadeia.
Juan nunca deixara de ser um pouco Mariano. Foram 25 anos. Mas ao menos foi feito Justiça.

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gente todos meus textos são escritos no iPhone. Daí alguns erros de acentuação... 

3 comentários:

Marcos Antonio Silva disse...

Sem duvidas é uma Historia de vida emocionante apesar de ser triste!

Ferreira K. P. disse...

História fantástica, que nos transporta para épocas terríveis que vivenciei, e que agora relembro com espanto. Talvez a marca de uma ditadura se transforma na marca de justiça deste homem. Valeu a justiça e a espera. A quantidade de espera gerou sempre a ESPERANÇA.

Anônimo disse...

Declaro fim a minha insurgência. Samuel Neves de Melo