segunda-feira, 17 de maio de 2010

Por onde andei...

Nova Hartz, Araricá, Sapiranga, Canoas, Caxias. Zona Norte e Zona Sul de Porto Alegre... Feira da Agricultura Familiar. Incrível feira da agricultura familiar, organizada pelo MDA. Muito trabalho e nada de tempo para arrumar a internet lá de casa...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

dica de leitura

Acabo de ler "A primeira mulher", de Miguel Sanches Neto, paranaense. Belo texto. O autor era um desconhecido para mim e me surpreendeu pela capacidade de narrativa e diálogos muito precisos. Um bom livro. Embora tenha como pano de fundo algumas coisas lamentáveis da política feita por alguns.

Complemento

Família: qualquer maneira de amar vale a pena

O que caracteriza uma família? O que faz com que essa família jogue um papel fundamental na construção de uma sociedade de paz, de valores éticos, de crianças e jovens não violentos? É possível que a lei tente impor um tipo de família com base em determinados valores que alguns de nós possuem e outros não?
Foi sobre isso que discutimos hoje na Comissão de Constituição e Justiça sobre o Estatuto da família. Nossa legislação não acompanhou as mudanças reais da sociedade. Eu costumo dizer que existem duas formas de legislarmos. Uma em cima da "realidade real", a vida das pessoas, aquilo que de fato ocorre. Outra em cima de uma "realidade imaginária", a forma como gostaríamos ou alguns gostariam que a realidade fosse.
Sobre a família muitos agem com base na realidade imaginária. Família é o pai, a mãe, os filhos. As crianças serão criadas num ambiente de amor, com plenas condições de desenvolver-se. O fato é que essa não é única parte da realidade. É um fragmento. Muitos vivem assim e são felizes. Outros tantos não. O fato é que hoje nossa legislação protege apenas a esses. É óbvio que ninguém é contra isso. Todos admiramos e respeitamos a essas pessoas. mas e as outras não merecem proteção da lei?
Qual o argumento para a legislação de um país não garantir os direitos a um casal homossexual? Alguém pode me dizer como, um indivíduo adulto, não pode escolher com quem se relacionar? Quem prefere uma criança nas ruas, no crack, num orfanato ao invés de estar num ambiente de amor com um casal de homossexuais?
Para mim família é constituida com base no afeto.
É óbvio que eu tenho o direito de não querer isso para mim. Tenho o direito até de achar absolutamente sem sentido. Mas as leis, em um Estado laico, não devem ser pautadas na moral de alguns. Mas nos direitos de todos. Nossa constituição garante igualdade de direitos. É só isso que estamos discutindo.
Muitas vezes aqui na Câmara debatemos que os juízes querem "legislar". E que nós deputados somos eleitos para isso e os juízes não. Certo. Mas o Poder Judiciário tem sido mais rápido, mais eficiente e mais laico ao legislar em favor das "novas famílias". Temos que correr atrás.
O mundo muda. As leis devem acompanhar a essas mudanças. por exemplo, há alguns anos, as mulheres cuidavam dos filhos de maneira integral. Hoje, trabalham. Isso gera a demanda das creches e de todo o sistema educacional ser revisto. As mulheres são culpadas? EVIDENTE que não. São conquistas nossas. Que geram novas demandas. Assim caminho a sociedade. Assim devem caminhar as leis, em minha opinião.
Além disso, eu vi tanta raiva, tanto preconceito do outro lado. Tanta falta de amor ao mundo e tanto dogma que fiquei triste. Fiquei triste por ouvir (nos murmurinhos) que é melhor para uma criança ser abandonada do que criada por um gay, triste por ver que tem muita gente que não respeita as diferenças.
mas isso deve nos animar para a luta, né? Porque se hoje ainda não é uma realidade que "qualquer maneira de amar vale a pena", amanhã , se lutarmos, valerá.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ficha limpa aprovado. E depois?

Hoje terminamos de aprovar o projeto chamado de ficha limpa. Projeto de iniciativa popular, garante que aqueles que não tem a "ficha limpa" não terão o direito de concorrer. Grande prova de que é possível, quando atuamos, quando não nos calamos, mudar a realidade. Essa é a lição do projeto. Agora o projeto vai ao Senado. E a população deve pressionar aos senadores para que ele seja aprovado dentro do prazo.
Mas e depois? Eu acredito que é fundamental que a população perceba a sua força. E que utilize esta força para pressionar por mais mudanças na política. O ficha limpa é só um passo, um primeiro e pequeno passo. Ele proíbe os "fichas sujas" de serem eleitos. Entretanto, é necessário mudar o nosso sistema eleitoral. Nosso sistema é tão falho... Eu quero ver essa pressão toda pela reforma política!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

por esses dias

Estou com dificuldades na internet. A lá de casa parou de funcionar sem nenhuma explicação formal, atualizar o blog do celular é uma chatice e estou o tempo inteiro na rua.
Na sexta, estive na Conferência de Esporte em Canoas, pude ver gestores de todos os cantos do estado, junto com professores, atletas, lutando por um projeto que coloque o esporte no centro do desenvolvimento humano e social. Também fui para Cachoeirinha, e repiti a emoção de ver centenas de crianças nas Olímpiadas escolares.
Sábado dei mais um giro pelas cidades que reprentamos em Brasília. Fui a Canoas para a Conferência e voltei a tarde para o bairro Mathias para tomar um chá com diversas mulheres na sede do partido, almocei em Campo Bom com nosso vereador Vitor e algumas dezenas de lutadores daquela cidade.
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Dia das mães
Ontem, tirei o dia para algo muito especial. Depois de alguns anos reunimos todos os irmãos para passar um Dia das mães. Nós cinco, minha mãe, minha irmã grávida, dois irmãos que moram longe e fazem aniversário em maio. Muito especial esse momento para mim. A todos as leitoras e amigas do blog que são mães deixo um abraço bem apertado com o carinho que sinto pelas mulheres que mudam o mundo e a vida das pessoas. Aquelas, que como eu, ainda não tem essa sensação (que deve ser maravilhosa...) deixo uma mensagem que recebi ontem e me emocionou muito: enquanto não temos os nossos filhos vamos lutar para mudar o mundo em que crescem os filhos de muitas mães, vamos lutar para que as nossas mulheres tenham mais direitos.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Serra no Rio Grande

Eu estou em Brasília e apenas acompanhei alguns fatos da agenda de José Serra ao Rio Grande do Sul, durante essa semana. Vi em um telejornal da Rede Globo partes da fala dele na Federasul. Um elemento foi destacado como altamente positivo. E é sobre ele que eu gostaria de escrever.
Serra disse que falta um projeto de desenvolvimento regional para o RS (e que este é o fato que motiva a economia gaúcha a estar tão mal) e que o único acordo internacional firmado pelo Brasil é com Israel.
Eu concordo que faz falta um projeto para o Rio Grande. Um projeto que esteja sintonizado com um de país. Que leve em consideração o fato de termos fronteiras com países com produção semelhante a nossa, por exemplo. Queremos um MERCOSUL que faça o Rio Grande ganhar também, e não apenas SP. Logo, não falta um projeto regional. Falta o Rio Grande se virar de frente para o Brasil. Porque hoje está de costas. Nosso estado não vai se desenvolver sozinho. Relembro Serra - porque parece que ele não tem nada com isso - que a economia gaúcha perde há doze anos. Perde, portanto, desde o segundo governo FHC. relembro também que destes doze anos apenas 4 não foram governados por aliados seus. Pergunto: o que fez Yeda (porque ele tentou fugir dela no RS, como se não fossem do mesmo partido) para inserir o RS num grande projeto nacional que valorizasse a nossa produção? O que fez para que a vitivinicultura não sofresse tanto com a concorrência desleal dos vinhos chilenos e argentinos? Quantas vezes ela esteve em Brasília lutando pelo setor coureiro-calçadista que briga com a gigante China? Qual o papel do governo do RS na consolidação da CEITEC, polo tecnológico em potencial? Nós não queremos um RS reinventado. Queremos que nossas potencialidades sejam exploradas e que nosso estado tenha um papel dentro do país. Para isso é preciso unidade. Para isso é preciso projeto. E o futuro governador tem que ter esse projeto. Não é possível que o Brasil inteiro esteja crescendo e o RS não.
O segundo aspecto da mesma fala é a ironia feita por Serra no acordo celebrado entre Brasil e Israel. Com um ar de brincadeira disse que " ainda por cima nesse acordo não poderiam ser comercializadas mercadorias de áreas supostamente palestinas". Deus!!! Será que José Serra não sabe o que acontece com os palestinos? Será que esse assunto é digno de reparações? Eu tenho orgulho de viver num país que não aceita frutos da guerra. Acho que a comunidade palestina deveria atentar para essa maniestação dele em Porto Alegre.
Não queremos mais guerra entre judeus e palestinos. Lutamos pela paz. E o Brasil ajuda a luta de muitos países pela paz mundial. Eu quero que continue assim. Um país de paz, que luta pela paz.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Só eu sei

Dica de cinema


Martha Medeiros escreve muito melhor do que eu. Assisti a esse flme de Woody Allen e confesso que gostei. A crônica de Martha é a versão bem escrita de minha opinião.


Tudo pode dar certo

Uns acharam bom, outros acharam ruim, e assim é a vida, todos opinam aqui e ali, e eu serei apenas mais uma a palpitar sobre o recente filme de Woody Allen. É possível que você concorde comigo e estaremos em sintonia, ou você irá discordar, engrossando a turma dos que acham que Woody Allen não é mais o mesmo, ou você talvez sempre tenha considerado Woody Allen um chato de galochas, ou vai ver nem sabe quem é esse tal de Woody Allen, e nada disso mudará uma única fagulha no curso do universo.
O monólogo de abertura de Tudo Pode Dar Certo, com Larry David no papel do mal-humorado Boris, traz esse espírito fatalista. Segundo ele, nada tem muito sentido, a sorte é que manda no jogo, e se ao menos facilitássemos as coisas para tornar nossos dias mais suportáveis, mas fazemos justamente o contrário. “As pessoas tornam a vida pior do que é preciso”, reclama o protagonista.
Na contramão da crítica especializada, pra mim Woody Allen está cada vez melhor, se não como cineasta, ao menos como filósofo. Tem se revelado mais debochado e mais leve, como convém a um homem inteligente que está chegando aos 75 anos e que aprendeu que só o que nos cabe na vida é não fazer mal aos outros e usufruir da melhor maneira a honra de ter nascido.
Desta vez, Woody Allen foi fundo na caricatura. Mostra um personagem ranzinza que fracassa em suas duas tentativas de suicídio, uma loirinha desmiolada, uma senhora careta que reavalia seus conceitos e “se reinventa”, um príncipe encantado cujo único atrativo é ser bonitão e um pai de família temente a Deus que descobre que é um gay enrustido. “Às vezes, os clichês são a melhor forma de dizer as coisas”, alerta Boris ainda no início do filme.
Quando assisti, em 2003, a Igual a Tudo na Vida, lembro de ter comentado que Woody Allen havia se dado alta. E sigo com a mesma impressão. Em seus filmes anteriores, mais ricos e consistentes em questionamentos existenciais, o diretor parecia dizer: “Não há cura”. Em sua resignada fase atual, ele parece dizer: “Não há doença”. O diretor está apenas confirmando que não temos nenhum domínio sobre os mistérios que nos rondam e sobre as experiências nunca testadas. Então, não importa o que façamos, o risco de dar certo é o mesmo de dar errado, e, até quando parece que dá errado, funciona. Qualquer coisa funciona. Até um Woody Allen clichê.

Ficha Limpa

Semana passada eu compartilhei com vocês a angústia que é quando nos preparamos para votar algo importante e a votação não anda. Foi assim durante quatro semanas com o Ficha Limpa. mas ontem, quase a meia noite, votamos. E foi aprovado. Foram 388 votos favoráveis. Nenhum contrário. Claro que mais de cem parlamentares se ausentaram. Mas reflitam comigo. Esse é um projeto de iniciativa popular. A Câmara trabalhou e a pressão da sociedade fez com que o Ficha Limpa fosse uma realidade.
A nossa primeira vitória é ter aprovado o projeto na Câmara (ainda falta toda a luta para o Senado). Mas a segunda - e talvez principal - é termos provado que quando a população participa é possível sim mudar a política. A participação é que muda. Não aquele "reclamismo" conformado. Os que agem, mudam. Os que apenas reclamam, não.
Participem mais galera. Essa é apenas uma pequena vitória na construção da política que sonhamos.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Primeira vitória

Foram quatro semanas vindo a Brasília e resistindo para não votarmos um reajuste inferior a 7,72%. Hoje garantimos a vitória. E ainda aprovamos o fim do fator previdenciário. São lutas que seguem pois há a ameça de veto por parte do governo. Alguns podem me perguntar: mas tu não és da base do governo? Sim. Sou e tenho orgulho. Mas nosso Partido sempre acreditou que é preciso disputar cada passo do governo para avaçarmos mais. E na questão dos aposentados agimos assim. Por que? Porque significa em primeiro lugar justiça e dignidade para milhares de brasilieros que trabalharam durante todas as suas vidas. Depois, porque esse é um dinheiro que movimenta a economia, que faz o país crescer. Vencemos. Mas é preciso manter a mobilização para o Senado e depois para garantir que não seja vetado. Foi apenas mais um passo. Mas é assim que caminhamos.
Sigo aqui na Câmara. Ainda vamos votar o texto do projeto Ficha Limpa. Essa luta também é grande. Sou favorável. Mas seguiremos até a madrugada e amanhã votando. São necessárias muitas pequenas vitórias para termos a vitória na Câmara.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

prestação

alguns dizem que a natureza nos dá tudo de graça. ela me disse que paga, há anos, a prestação para gerar uma vida. Tem TPM. Todos os meses.

Grandileza


Muitos vezes me pergunto quais devem ser as metas de nossas vidas. Ontem, o "chapeleiro maluco" me respondeu. É preciso não perder a "grandileza". Aquilo que nos deixa a alma pura, a coragem intacta e principalmente nos deixa viva a capacidade de sonhar. É esse o sentimento que nos move para seguir lutando contra a desigualdade. É a sensação, furtada muitas vezes na infância, de que essa realidade não é normal. E que ela pode ser mudada.
Minha meta é não perder a "grandileza" e a de vocês?

P.s. assisti "Alice". Depois de um dia de trabalho, de perder o campeonato estadual (parabéns aos gremistas...) devo admitir que me fez bem pra caramba. O filme é tecnicamente impecável. Linda a fotografia, o figurino, a maquiagem. Nos remete ao mundo dos sonhos. Foi também minha primeira experiência 3D. Fantástico.

ir ao céu


Nada é melhor do que voar até o céu e, na volta, cair exatamente no lugar certo.

sábado, 1 de maio de 2010

desculpem

mas essas músicas são minha vida hoje. E há muitos anos atrás.