domingo, 21 de março de 2010

Minha, nossa Porto Alegre

(escultura de dois grandes conversando na praça em Porto Alegre: Quintana e Drummond)

Há algum tempo Quintana não comparece ao meu blog. Poeta que me ensinou a amar a poesia, que me faz rir e algumas vezes chorar com sua delicada forma de dizer a verdade. Agora, encerrando o trabalho em Porto Alegre vou desfrutar de algumas maravilhosas horas de descanso. E vou percorrer algumas ruas, alguns cantos da cidade que me faz feliz, a cidade em que minha vida está construída de maneira tão sólida que até eu mesma me surpreendo. A cidade em que nasci, em que voltei a viver com quinze anos, cidade que me ensinou tanto do que sei... Esta poesia de Quintana talvez seja uma das mais justas homenagens a minha cidade, a nossa Porto dos Casais. A cidade que completa 238 anos em 26 de março. Cidade de passado, de tradições, cidade de presente, de contradições, cidade de um futuro cheio de esperança.

O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse meu corpo!)
Sinto uma dor esquisita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita
Tanta nuança de paredes
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar
Suave mistério amoroso
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...

2 comentários:

João Paulo M. disse...

Agora eu vi! Porto Alegre é o grande amor da vida da Manu. Sempre que ela fala dessa cidade suas palavras vêm carregadas de carinho, paixão e amor. Percebo que tal sentimento é maior que ela mesma. Por isso concluo que esse post é uma confissão do coração da Manu. Então, nada melhor que uma frase do próprio Quintana para embasar minha tese. Frase essa que lembra bastante o jeito de ser da Manu e que, inclusive, demonstra que a deputada tem algo muito forte em comum com o poeta: "Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão." Mário Quintana

CÁSSIA E ELIZEU disse...

Eu nasci em Sapucaia.Hoje moro em São João Batista ,Santa Catarina.Mas amo Porto Alegre e quando falo para as pessoas "daqui" sobre as cidades "daí" me dá vontade de gritar pra todo mundo ouvir:AH,EU SOU GAÚCHO(a)e olha que aqui não gostam muito de gaúchos não! beijos