sexta-feira, 30 de julho de 2010

Quintana

Uma alegria para sempre

"As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer."

Mario Quintana

Hoje Quintana completaria 104 anos. Minha homenagem a todos nós que temos a chance de perpetuar suas palavras simples, duras e doces.

4 comentários:

Fern. disse...

O blog está lindo!
E esse post tb, pois se existe alguém que merece inúmeras homenagens rendidas, este é o sr. Mário Quintana!

Pedro André Ludwig disse...

Muito linda e justa homenagem!

Pedro André Ludwig disse...

Muito linda e justa homenagem!

Retas de vistas disse...

Tenho o mesmo nome do meu avô,gaúcho de Pelotas.E também nasci no mesmo dia do mês que ele.Quando eu completei 13 e ele 60 anos,recebi dele como presente um livro de poesias de Mario Quintana e a coleção completa de Érico Veríssimo.Confesso que até hoje frequentei mais vezes e com muito mais voracidade as páginas de Veríssimo(de longe meu escritor favorito).Poesia as leio como quem saboreia um vinho:lentamente,nas linhas e entrelinhas e jamais duas no mesmo dia.Talvez a minha dificuldade de alcançar de cara o encantamento que,por certo,meu avô contava despertar em mim ao me dar um livro de poesias de um conterrâneo seu,e de quem se orgulhava,tenha forjado em mim esta estranha predileção por essa leitura lenta:quando se trata de poesia,a mim me basta uma por dia.Mas tem que ser como as de Mario Quintana.Valeu a homenagem,Manuela!