domingo, 18 de novembro de 2012

Espada

A água sai do chuveiro,
Sento no chão desde sempre,
Com a cabeça encostada nos joelhos.
Nem eu mesma conheço minhas lágrimas,
Saem de meus olhos e ao entrarem no ralo já se transformaram em espuma de banho.

Desde Sempre fui assim.
A vida me fardou para sua guerra:
Minha espada é feita de palavras afiadas
Meu escudo de risos altos e gargalhadas invasivas.
Meu deboche fez com que eu risse por primeiro.
Mas quem ri por último, ri melhor.

Ligo o chuveiro,
Sento no chão.
Olho para o ralo,
Encaro as lágrimas.
Elas tem o jeito dos sonhos que matei com minha espada.

1 comentários:

Matheus YOGA disse...

É uma cantada ou uma mancada?
Bom ou ruim?
O Amor pode estar ao avesso.